quarta-feira, 13 de junho de 2012
Corpo e matéria
terça-feira, 12 de julho de 2011
DF - Relações públicas
Foi assim: eu tive um sonho meio louco, como todos os sonhos que tenho. Sonhei que me formava em Relações Públicas, uma área que já ouvi falar, mas nunca prestei muita atenção. Bom, fiquei tão impressionada com esse “código” que precisei vir correndo até aqui para dissecá-lo.
Comecei minha pesquisa, e veremos o que descobri. Para começar, deparei-me com essa frase da Associação Brasileira de Relações Públicas:
"Relações Públicas são as atividades e os esforços deliberados, planejados e contínuos para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja, direta ou indiretamente, ligada”.
O profissional dessa área deve ter um perfil bem comunicativo, isso é fato. Mas o que mais me impressionou foi a gama de atividades que são obrigatórias para quem mergulha na profissão. Saber planejar, liderar, decidir… Imagine alguém com uma bomba na mão. Pois é, o profissional deve saber lidar com a bomba, desarmá-la, e além de tudo deve manter o equilíbrio para que os “aflitos” com a situação não percam o controle… Tá bom, foi uma explicação bem fajuta. Mas vamos ao que interessa: em quais áreas isso tudo se aplica?
Para começar, o “cara” deve ser bem ágil quando se trata de Administração. Deve valorizar a marca da empresa em que trabalha, estabelecer contato com fornecedores, saber mostrar o que há de bom na empresa sem ser chato ou obsessivo, propor soluções para problemas internos etc. No Marketing, deve buscar modos para melhorar o atendimento ao cliente – sem prejudicar o rendimento da firma, claro. Deve ouvir políticos, chefes de estado e estar a par de todas as questões sociais, problemas, questões comportamentais, polêmicas… Ah, e deve ser neutro, mas de um jeito ou outro, deve expor sua forma de pensar – não para simplesmente opinar, e sim para melhorar. Organizar palestras, reuniões, solenidades e outros eventos em que a palavra de ordem seja formalidade… Além de analisar projetos sociais, educacionais e culturais, tudo para promover a empresa.
É, pode parecer um trabalho chato e que torna a pessoa chata, mas até que não. Os resultados são bons, ora. A empresa sai lucrando com acionistas, o profissional ganha uma imagem querida… E em alguns casos, a força das RP’s é maior que a força da publicidade – é a prova de que uma ideia só é realmente boa quando está acompanha de segurança e atitude consciente e equilibrada – porém, mesmo com essa afirmativa, na hora de expor uma ideia para a mídia, a publicidade vence pela informalidade e pelo jeito “malandro” de lidar com o público. Portanto, o trabalho das RP’s está relacionado apenas em pautar os assuntos – papel de um assessor de imprensa.
Atualmente, com essa “explosão” de redes e mídias sociais no mundo virtual, as relações públicas se tornaram mais interessantes. Existem grupos de discussão na internet sobre a profissão.
O curso enfatiza a comunicação, isso eu já disse. Estuda mídias, políticas, pesquisas de opinião pública… Tá aí uma coisa que o profissional deve saber: ouvir. Se você é paciente, então já é um começo. Dura em média quatro anos, e as experiências de estágio são em vagas de recepcionistas, secretário e outros na área de vendas. Segundo o Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas no Estado de São Paulo, o salário inicial é de aproximadamente R$1.630, 00.
● E a Diplomacia?
A básica arte de comandar relações exteriores ou os negócios estrangeiros de uma nação. Imagine a função de um profissional em Relações Públicas, só que em âmbito nacional… E já que é em âmbito nacional, tem lá suas importâncias com teor mais alto: ora, não se trata de uma empresa, e sim de um país que envolve conflitos internos e externos. É bem mais que “apaziguar”: trata-se de ouvir e esclarecer, como já foi dito.
A origem da diplomacia está no começo do Renascimento, com o intuito de equilibrar a Europa e pregar um sistema de entendimento entre os países do continente – é bem sabido que muito dos tratados que ouvimos falar nas aulas de história partem da Diplomacia, como por exemplo, o tratado que dividiu Portugal e Espanha, que foi elaborado pelo representante português Alexandre de Gusmão… Ou seja, esse tal tratado foi tão bom que beneficiou o Brasil, que triplicou seu território e dividiu Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste – só espero que saibam que esse tratado ocorreu entre 1730 e 50.
Ah, ser diplomata tem seus privilégios… Mas não vamos cair na asneira de pensar que um agente diplomático está acima da lei. Porém, não pagam impostos, paga metade do preço quando compra um veículo nacional, recebem gordas cotas mensais dos seus respectivos países, vivem viajando… É, mas o “conceito” de trabalho de um diplomata é bem interessante e complexo, não é?
Bom, pra quem quer saber mais, esse site oferece uma ajudinha significativa: http://rederp.blogspot.com/.
É, pelo menos o papo serviu pra mim!
Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_P%C3%BAblicas#O_papel_do_profissional
http://www.cursoclio.com.br/a-carreira/historia-da-carreira.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diplomacia
Lista de cursos:
http://www.ufrj.br/detalha_noticia.php?codnoticia=5667- Relações internacionais, UFRJ
http://www.bocc.uff.br/_listas/tematica.php?codtema=30 – UFF, Relações Públicas
#Descodifique-se!
domingo, 22 de maio de 2011
Jornalismo – Enfim, última parte
Chegamos ao último post sobre esta bela (e sofrida) profissão. Nesta semana, dei uma passeada em alguns sites com boas informações sobre o tema e pesquisei melhor em cada universidade. O que achei, claro, serviu de inspiração para as próximas palavras deste texto.
Visitando o link http://migre.me/4BQSg (refiro-me ao “Guia do Estudante” da Abril), tive uma noção mais ampla sobre a profissão. Muitos pensam que basta saber escrever para ser jornalista – talvez isso seja melhor do que pensar que sendo um ex-participante de reality show você já sai como profissional do jornalismo, claro. O fim do diploma assustou muita gente, e com isso, “elites jornalísticas” foram criadas, ou seja, não existem muitas chances de emprego para os que se “aventuram” nessa escolha. Quem diz que quer ser jornalista já sabe que vai ouvir o que não quer… Sabe, todas essas coisas que li me guiaram a uma péssima e, infelizmente, verdadeira conclusão: nos tempos de hoje, onde já pensam em abolir a existência do livro (!), todo mundo faz sua própria notícia. Toda a beleza, plenitude e verdade de um fato jornalístico de vinte ou trinta anos atrás caiu por terra quando todo mundo passou a banalizar a capacidade de transmitir a informação – aquele papo do post anterior. Era mais fácil ser um “bom jornalista” aos olhos alheios quando tudo era mais difícil, e essa é a verdade mais descarada que já devo ter dito nesse blog. Quando a vida era movida praticamente à manivela, dava-se importância ao cara que editava a escrita informativa daquele velho papel que aportava na sua casa todo santo dia – mas isso não quer dizer que esse cara ganhasse bem naquela época, mesmo sendo reconhecido nos dias de hoje. Agora que os cento e quarenta caracteres movem nossas rotinas, chega a ser antiecológico “invocar” o tal papel que citei. Havia um estilo, uma simplicidade trabalhada, uma estrutura quase que revolucionária que apimentava a leitura e a sede de informação. Hoje, a tal informação está sendo mais requisitada do que nunca, só que rejeitando os velhos e incontestáveis recursos de anos atrás.
Mas não perderemos as esperanças. O que acontece é que a decepção com essa falta de “jinga” com o novo jornalismo foi tão grande que se perdeu uma boa oportunidade de criarem-se novos (e mais fortes) meios de transmissão dos fatos. Sim, criaram a Internet, desvalorizaram o papel e aboliram o diploma: mas quem disse que dá pra ser profissional em alguma coisa sem se especializar? Num bom curso de jornalismo encontra-se sociologia, ética, aprimoramento com os meios de comunicação, especialização em áreas que dividem as notícias, como política e economia… Pensando sozinha (como sempre faço), penso que falta alguém criativo e disposto o suficiente para dar um novo gás ao trabalho que amo tanto. Por que não criar um centro de mídias sociais, onde haja especialização mais ampla na área? Por que ninguém questionou o motivo da extinção do diploma, sabendo que o nosso país NÃO gosta da imprensa? Por que ninguém ousou mudar essa situação crítica que os jornalistas vivem com ideias inovadoras e loucas? – ora, sabe-se que toda loucura leva a algo fatídico e reluzente.
Bom, antes que eu solte um “abaixo a burguesia” e comece a cantar “Viva La Vida”, concluo que dá pra ser jornalista SIM, e que as dificuldades só nos fazem provar do quanto somos capazes. É pra quem quer, não se esqueça.
E pra encerrar, as grades curriculares de algumas faculdades. Destaque para a grade da UFRJ, com disciplinas bem interessantes. E caso não tenha ouvido falar do Curso Abril, para quem já se formou, entre no site e verá que vale a pena: http://cursoabril.abril.com.br/
https://www.siga.ufrj.br/sira/temas/zire/frameConsultas.jsp?mainPage=/repositorio-curriculo/9BAE5DB8-92A4-F713-002D-7A1068B9932F.html – UFRJ (Praia Vermelha)
http://www.fcs.uerj.br/1_graduacao/grade_curricular/grade_materias_jr.htm – UERJ
http://caicom.files.wordpress.com/2008/04/gradeuff1.pdf – UFF
Bom, esses são alguns dos cursos de maior destaque no país. Para quem quiser de todos, fica o link: http://vestibular.brasilescola.com/guia-de-profissoes/jornalismo.htm
E assim termina o nosso tema. Em breve, dicas sobre as provas das faculdades cariocas.
#Descodifique-se!
domingo, 8 de maio de 2011
Jornalismo – 1ª parte
Digamos que 80% das pessoas que conheço acreditam que farei jornalismo – porque levo jeito, porque já fiz entrevistas ou simplesmente porque tenho um blog. E eu sempre tive vontade de seguir carreira na área – ok, a vontade não surgiu na infância como uma “luz divina” que diz exatamente o que devo fazer, porque naquela época até vendedora de loja eu queria ser. Mas acredito no meu talento para escrever, assim como acredito que todos devem acreditar no talento que possuem… Mas o papo aqui é sério.
Eu tento falar sobre esta profissão de uma maneira positiva, mas a dificuldade está sempre no meio do caminho. Apesar de vê-lo como meu “menino dos olhos”, não dá pra deixar de lado minha insatisfação com o caos ao qual o jornalismo se tornou. Desde 2009, quando a necessidade do diploma foi abolida, a profissão vestiu sua camisa de “dispensável” e “dispensada” – sem querer ofender a classe, pelo contrário. Hoje em dia, qualquer um se diz jornalista – assim como qualquer um se diz DJ, cozinheiro, ator, cantor, até comediante virou “feira”! E nós sabemos que nem todo mundo tem talento pra escrever… Talvez o desafio de chegar até a profissão seja algo que qualifique a pessoa, que a faça provar que sim, ela pode trabalhar com comunicação social, pode exercer uma função fundamental na estrutura da sociedade – e não digo isso pra preencher espaço, é a mais pura verdade.
A informação é algo precioso, ultrapassa as barreiras da mentira e da expectativa, emite a verdade com traquejos variados que tomam forma na concepção do informado. Transmite sabedoria, igualdade, aprendizagem… É o tesouro mais importante do mundo, simplesmente por ultrapassar o limite do tato. Está na audição, no olfato, no paladar, na visão… Explora os cinco ou seis sentidos que tanto são citados. Está no meio de nós como um monstro visível de poder invisível, com força suficiente para transformar épocas, cidades, estruturas, pessoas… É explorada como ouro – e assim como a tal pedra, é falsificada, é rebaixada, isolada, chegando a se esconder dos que não sabem usá-la de forma consciente. É respiração, inspiração… E isso não é forma poética de descrição. Sim, nós respiramos informação, nos inspiramos ao descobrir um fato, uma notícia. A informação pode destruir barreiras e construir outras… Ora, mil facetas em um fato. Isso sim é interessante.
O meu maior medo em seguir carreira como jornalista é ser esquecida em um jornal de bairro, parar no tempo e ver todo um trabalho que sim, contará com tamanha dedicação da minha parte, se esvair pelos meus dedos. Mas é isso: amo escrever, amo perguntar, amo ter o que responder, amo discutir, amo anunciar, amo formar opiniões, amo ler! Mas é olhar a relação candidato-vaga das faculdades e se perder nos números quase iguais aos de medicina. Sim, ser jornalista no Brasil não é pra qualquer um – e não é mesmo.
Rafael Cortez (esse mesmo) me disse uma vez que não devo desistir, mesmo com esses obstáculos e com tanta desvalorização. Todos querem ser jornalistas, mas nem todos sabem o que é ser jornalista. É bem mais que aparecer na frente de uma câmera e falar baboseiras. É bem mais que contar quem é o amante da vilã da novela das oito numa coluna de jornal. Ora, é bem mais que entrevistar a Lady Gaga no Japão ou o Paulo Coelho em NY. Ser jornalista em qualquer lugar do mundo é lidar com verdades e mentiras, é peneirar fatos tentadores, é se equilibrar em cordas-bambas de opiniões suas e dos outros, é escolher lados ou ficar sempre no meio da estrada. Ser jornalista não é lidar com o público; isso é pra artista. A arte da informação é a mais simples que existe: é a verdade. Mas sempre tem um marqueteiro que incrementa com mentiras, fazendo com que essa arte torne-se algo mais complicado na mão de quem a executa. E como o Rafa disse, a desvalorização existe sim, mas é só um truque; como outros mil da profissão. Não é fácil lidar com a verdade, eu já disse. E o trabalho do jornalista é esse mesmo: lidar, anunciar e um extra: opinar de forma coerente e concisa. É mesclar a conscietização com a comunicação… ô coisa bonita, hein!
Portanto... Desistir ainda não é uma opção plausível.
(Esse papo ainda não acabou, hein!)
#Descodificada.
sábado, 23 de abril de 2011
“Descodificadora do futuro”
Bom, eu tenho o costume de dizer que precipitações fazem mal à saúde – não matei essa opinião, mas dedico esse post a um asterisco sobre isso. Estou preocupada com meu futuro, e creio todos se preocupem com o seu. Mas sendo eu uma adolescente terminando o ensino médio e afoita por uma faculdade de qualidade, a preocupação aumenta. E vendo neste blog o meu portal de descodificação – que, é claro, estimula a descodificação de outros – proponho uma nova ideia para debatermos esse assunto: as nossas vidas daqui pra frente.
Amores, objetivos, sonhos… Isso todos nós temos. As realizações dependem mais de um simples desejo: elas dependem de força, garra e outras coisitas mais que nós já sabemos o que é. Por isso, lanço o tag “Descodificadora do futuro”. Neste marcador haverá de tudo – faculdades, profissões, notícias, informações… Pesquisarei sobre esses assuntos e postarei no blog, para mim e para todos. Mas quero ajuda… Por favor, quem quiser sugerir, criticar, mandar links, compartilhar… Estamos aqui.
Qual concurso você vai prestar? Que carreira quer seguir? O que está fazendo para se dar bem no que pretende? E você que já passou, o que tem para dizer? Somos todos boca e ouvidos, prontos para dividir e trocar opiniões. Para quem quiser, estou no Tumblr e no Twitter… O e-mail segue abaixo. Já já teremos algum post maçante para inaugurar o tag, ok?
Ah, o e-mail: ngoncalves95@gmail.com
No Tumblr? www.nathgoncalves.tumblr.com
E aqui, no Blog, comentando e debatendo como de costume.
#Descodifique-se.
